Julho 17, 2025

CAP rejeita cortes na PAC e avança com campanha europeia para que seja apresentada uma nova proposta

 CAP TRANSMITE AO COMISSÁRIO DA AGRICULTURA CHRISTOPHE HANSEN QUE REJEITA CORTES NA PAC  E ANUNCIA CAMPANHA EUROPEIA PARA DEFENDER A AGRICULTURA

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifesta a sua total discordância com a proposta apresentada pela Comissão Europeia para a Política Agrícola Comum (PAC) 2028-2034, que prevê um corte direto de 22% relativamente ao anterior quadro financeiro, agravado pela ausência de atualização face à inflação, o que eleva o corte efetivo para cerca de 35% a preços correntes. 

 A CAP já transmitiu ao Comissário da Agricultura, Christophe Hansen, a sua firme oposição a esta proposta, considerando-a uma provocação aos Agricultores portugueses e europeus e um ataque frontal à soberania alimentar da Europa. 

 A PAC é, há mais de 50 anos, a única política verdadeiramente comum da União Europeia, garantindo segurança alimentar, sustentabilidade, coesão territorial e preços acessíveis para todos os cidadãos europeus. 

 A proposta de nacionalização da PAC, ao transferir responsabilidades e recursos para os Estados-Membros, só irá acentuar as desigualdades entre países mais ricos e mais pobres, agravando as disparidades na competitividade agrícola e colocando em risco o futuro do mundo rural.

 A CAP informa que irá lançar, em conjunto com a organização de cúpula dos agricultores europeus, a Copa-Cogeca, uma campanha junto do Parlamento Europeu para que esta proposta seja rejeitada. Os Agricultores portugueses e europeus vão lutar com todas as armas democráticas ao seu dispor para que seja reposta a justiça e apresentada uma nova proposta, com um orçamento robusto e que mantenha os princípios fundadores da PAC – uma política de sucesso, pilar do projeto europeu e essencial para a autonomia estratégica da União Europeia.

A CAP reafirma o seu compromisso inabalável na defesa dos agricultores e da Agricultura portuguesa e europeia, e apela a todos os decisores políticos para que não destruam a única política verdadeiramente comum da União Europeia.

Fonte: CAP

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